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domingo, 27 de novembro de 2011

Paz, Tão doce Paz

A paz é o sonho de consumo de todo ser humano. O homem busca a paz em todos os lugares, por todos os meios e até faz guerras para alcançá-la. As religiões prometem a paz. O dinheiro tenta comprá-la. Os prazeres desta vida oferecem-na como cardápio do dia. Mas, o que é a paz? Onde encontrar a paz? Como podemos recebê-la? Precisamos primeiramente entender que a verdadeira paz não é quietude ou meditação transcendental nem uma incursão pelos labirintos da nossa alma. Não alcançamos a paz cavando os poços de nosso próprio coração. Ainda precisamos entender que a paz não é ausência de problemas. Não é paz de cemitério. A verdadeira paz coexiste com a dor, é temperada com as lágrimas, e estende suas raízes no solo duro do sofrimento. Vamos, agora, tratar de dois aspectos da verdadeira paz.

1. A paz com Deus. O homem é um ser rebelado contra Deus. Toda a inclinação do nosso coração está contra Deus. Somos, por natureza, inimigos de Deus. Não nos deleitamos em Deus nem temos prazer em obedecer a sua lei. Apesar de termos virado as costas para Deus, Deus jamais desistiu de nós. Ao contrário, amou-nos com amor eterno e buscou-nos com desvelo singular. Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo. Foi Deus e não o homem quem tomou a iniciativa da reconciliação. O homem cavou abismos no seu relacionamento com Deus, mas Deus construiu uma ponte segura para reatar esse relacionamento. Jesus veio ao mundo como nosso mediador, representante e fiador e morreu na cruz pelos nossos pecados a fim de reconciliar-nos com Deus. Fomos justificados. Nossa dívida foi paga. Estamos quites com a lei de Deus. A justiça de Deus foi satisfeita. Agora não há mais barreira entre nós e Deus. Fomos reconciliados com Deus. Agora temos paz com Deus. A paz com Deus fala de relacionamento restaurado. Não somos mais réus, mas filhos. Não somos mais estranhos, mas amigos. Não estamos mais distantes, fomos aproximados. Não estamos mais em guerra contra Deus, agora temos paz com Deus. A paz com Deus não é alcançada por aquilo que fazemos para Deus, mas por aquilo que Deus fez por nós. Não obtemos essa paz pelo nosso sacrifício, mas pelo sacrifício de Cristo na cruz por nós.

2. A paz de Deus. Se a paz com Deus fala de relacionamento, a paz de Deus fala de sentimento. A paz de Deus é consequência direta da paz com Deus. É impossível experimentar a paz de Deus sem primeiro conhecer a paz com Deus. A paz com Deus é a causa, a paz de Deus é a consequência. A paz com Deus é operada fora de nós, no tribunal de Deus; a paz de Deus é experimentada dentro de nós, em nossa mente e coração. A paz com Deus tem a ver com nossa posição aos olhos de Deus no céu; a paz de Deus tem a ver com nossa intimidade com Deus na terra. A paz de Deus é uma sentinela ao redor da nossa mente e do nosso coração livrando-nos da ansiedade. É uma muralha divina que protege nossa razão e nossa emoção dos temores que rondam a nossa alma. É desfrutar de uma doce paz no meio do vale escuro. É ter uma mente segura e um coração sereno mesmo na tempestade borrascosa. É confiar plenamente em Deus, mesmo que o mundo ao nosso redor se transtorne. É viver com o coração no céu, mesmo que os nossos pés sejam feridos na terra. A paz de Deus não é uma paz química, que se compra na farmácia. Não é uma viagem para o interior do nosso coração pelas vias da meditação transcendental. Não é o produto de técnicas psicológicas nem o fruto de processos místicos, mas o resultado de orarmos, pensarmos e agirmos corretamente. Aqueles que têm paz com Deus podem e devem experimentar a paz de Deus. Aqueles que foram reconciliados com Deus por meio de Cristo, já estão livres da condenação diante do tribunal de Deus e devem estar livres de toda ansiedade e temor diante das lutas da vida. Oh, paz, tão doce paz! Oh, consolo sem par! Oh, ventura sem igual!

Por: Rev. Hernandes Dias Lopes

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

A Esperança que não se desespera

A Esperança que não se desespera

Por Hernandes Dias Lopes

A esperança é o oxigênio que nos mantém vivos. Quem não tem esperança vegeta, não vive. Quem passa os anos de sua existência na masmorra do desespero, acorrentado pelo medo e subjugado pelas algemas da ansiedade, conhece apenas uma caricatura da vida. A vida verdadeira é timbrada pela esperança, uma esperança tão robusta que espera até mesmo contra esperança. Foi assim com Abraão, o pai da fé. Deus lhe prometeu um filho, em cuja descendência seriam abençoadas todas as famílias da terra. Abraão já estava com o corpo amortecido. Sua mulher, além de estéril, já estava velha demais para conceber. A promessa de Deus, porém, não havia se caducado. Contra todas as possibilidades humanas, contra todos os prognósticos da terra, contra todo o bom senso da razão humana, Abraão não duvidou por incredulidade, mas pela fé, se fortaleceu, dando glória a Deus e esperou mesmo contra a esperança, e o milagre aconteceu em sua vida. Isaque nasceu e com ele a esperança de uma descendência numerosa e bendita.

A esperança que não se desespera tem algumas características:

1. Ela está fundamentada não em sentimentos humanos, mas na promessa divina. Abraão não dependia de seus sentimentos, mas confiava na promessa. Deus havia lhe prometido um filho e essa promessa não havia sido revogada. Abraão já estava velho e seu corpo já estava amortecido, mas esse velho patriarca não confiava no que estava em seu interior, mas naquele que é superior. Não vivemos pelo que sentimos, vivemos agarrados na promessa. Não devemos nos estribar em nossas emoções instáveis, mas na Palavra estável e inabalável daquele que não pode mentir. As promessas de Deus não podem falhar. Ele é fiel para cumprir sua Palavra. Devemos tirar os olhos de nós mesmos e colocá-los em Deus. Dele vem a nossa esperança. Ele é a nossa esperança. Nele podemos confiar.

2. Ela está fundamentada não em circunstâncias, mas naquele que governa as circunstâncias. A fé ri das impossibilidades, pois não é uma conjectura hipotética, mas uma certeza experimental. A fé não lida com possibilidades, mas com convicção. O objeto da fé não está no homem, mas em Deus. A fé não contempla as circunstâncias, mas olha para aquele que está no controle das circunstâncias. Abraão sabia que Deus poderia fortalecer seu corpo e ressuscitar a fertilidade no ventre de sua mulher. Sabia que o filho da promessa não seria fruto apenas de um nascimento natural, mas, sobretudo, de uma ação sobrenatural. A esperança que não se desespera não olha ao redor, olha para cima; não vê as circunstâncias, comtempla o próprio Deus que está no controle das circunstâncias.

3. Ela está fundamentada não nas ações humanas, mas nas intervenções divinas. Abraão e Sara fraquejaram por um tempo na espera do filho da promessa. O resultado dessa pressa foi o nascimento de Ismael. A ação humana sem a condução divina resulta em sofrimento na terra, mas não em derrota no céu. O plano do homem pode ser atabalhoado, mas o plano de Deus não pode ser frustrado. Deus esperou Abraão chegar a seu limite máximo antes de agir. Esperou que todas as possibilidades da terra cessassem antes de realizar seu plano. Então, a promessa se cumpriu, o milagre aconteceu e Isaque nasceu. O limite do homem não limita Deus. A impossibilidade do homem não ameaça Deus, pois os impossíveis do homem são possíveis para Deus. Quando o homem chega ao fim dos seus recursos, Deus ainda tem à sua disposição toda a suprema grandeza do seu poder. Deus faz assim para que coloquemos nele toda a nossa confiança, para que tenhamos nele toda a nossa alegria e para que dediquemos a ele toda a glória devida ao seu nome.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Ansiedade,quando o futuro parece sombrio


Ansiedade é a doença mais democrática da nossa geração. Atinge pobres e ricos, jovens e velhos, doutores e analfabetos, cristãos e ateus. Ansiedade é ocupar-se com um problema que ainda não está acontecendo. É sofrer antecipadamente. É deixar de viver de forma plena hoje com medo do amanhã. A ansiedade é o estrangulamento da alma, a asfixia das emoções, o cárcere da esperança.
Vamos examinar três pontos importantes sobre o assunto em tela:
Em primeiro lugar, as causas da ansiedade. Há muitas causas que provocam a ansiedade. Destacaremos algumas: Primeiro, a fraqueza inerente de nossa natureza humana. Somos absolutamente dependentes. Somos extremamente fracos e vulneráveis. Podemos ser vencidos por um vírus ou uma bactéria menor do que um cisco. Segundo, as circunstâncias adversas. Não conhecemos o futuro nem administramos as circunstâncias à nossa volta. As rédeas da nossa vida não estão em nossas mãos. Estamos sujeitos às intempéries e vicissitudes da vida. Terceiro, relacionamentos turbulentos. As pessoas nos fazem sofrer mais do que as circunstâncias. As pessoas nos decepcionam e nós decepcionamos as pessoas. Quarto, o cuidado com as coisas materiais. Ficamos ansiosos acerca do que havemos de comer, beber ou vestir. A preocupação com as coisas materiais nos consome e torna nosso futuro sombrio.
Em segundo lugar, a natureza da ansiedade. A ansiedade não é apenas uma doença, mas sobretudo, um pecado. A ansiedade é inútil, pois não podemos alterar as circunstâncias pelo fato de ficarmos ansiosos. Na verdade, por mais ansiosos que estejamos não podemos acrescentar um dia sequer à nossa vida. A ansiedade é prejudicial, pois em vez de nos ajudar a resolver os possíveis problemas do amanhã nos enfraquece para enfrentar os reais problemas do hoje. A ansiedade é ainda um sinal evidente de incredulidade, pois aqueles que não conhecem a Deus é que se preocupam com que vão comer, beber ou vestir. Nós devemos buscar em primeiro lugar o reino de Deus e sua justiça, sabendo que as demais coisas nos serão acrescentadas. Ficamos ansiosos porque duvidamos da fidelidade de Deus e pensamos que podemos administrar nossa própria vida.
Em terceiro lugar, a cura para a ansiedade. O apóstolo Paulo diz que não devemos andar ansiosos de coisa alguma. A solução que ele apresenta é enfrentarmos a ansiedade com adoração, petição e ações de graças. Adorar a Deus é proclamar quem Deus é. Pedir a Deus é confiar no que Deus dá e dar graças a Deus é anunciar o que Deus faz. A maioria dos nossos problemas decorre do fato de não conhecermos suficientemente a Deus. O profeta Daniel diz que o povo que conhece a Deus é um povo forte. Se Deus alimenta os pássaros do céu e veste os lírios do campo, quanto mais ele é poderoso para cuidar dos seus filhos! Em vez de vivermos dominados pela ansiedade, devemos experimentar a paz de Deus que excede todo o entendimento. Nosso coração é um território que jamais fica vazio. Está sempre cheio de alguma coisa. Será povoado pela ansiedade ou repleto de paz. Se tentarmos atrair para nós todo o cuidado da nossa vida, seremos vencidos pela ansiedade, mas se depositarmos aos pés do Senhor toda a nossa ansiedade, seremos inundados pela paz de Deus, a paz que excede todo o entendimento.
A ansiedade é uma doença e um pecado. Para a doença tem cura; para o pecado tem perdão. Não precisamos viver estrangulados hoje, sufocados pelo medo do amanhã. Podemos experimentar o melhor de Deus hoje, sabendo que o futuro nos reserva bênçãos ainda maiores. Nossa vida não é um barco à deriva no mar da vida, mas uma nau governada pelo Senhor, que mesmo navegando por águas revoltas e assolada por tempestades borrascosas, chegará salva e segura no porto destinado por Deus, nas praias áureas da eternidade.
 Por Rev. Hernandes Dias Lopes

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Quando o fracasso não tem a última palavra

Escrito por Rev. Hernandes Dias Lopes

Há pessoas que começam bem, mas terminam mal. Elas têm um brilhante começo, mas um

fim trágico. Assim foi a história de Demas. Ele é citado apenas três vezes no Novo

Testamento. A primeira vez que Demas aparece, ele é apresentado como um cooperador de

Paulo (Fm 24). Da segunda vez, nada se acrescenta a seu respeito; apenas seu nome é

mencionado (Cl 4.14). Da última vez, porém, nos é dito que ele abandonou Paulo (2Tm 4.10).

Há muitas pessoas cuja vida é uma descida ladeira a baixo. Há muitos indivíduos que em vez

de caminhar para frente, recuam; em vez de subir, descem; em vez de crescerem no

conhecimento e na graça de Deus, retrocedem na fé.

Mas, graças a Deus, muitos também fazem o caminho inverso. Esses caminham para a frente.

Esses aprendem com os fracassos e se levantam na força do onipotente para prosseguirem

firmes e resolutos nas veredas da justiça. Citamos, aqui, o exemplo do jovem João Marcos.

Quem foi esse jovem?

Em primeiro lugar, João Marcos foi um cooperador(At 13.5). João Marcos era um jovem

humilde e prestativo. Ele foi auxiliar de Barnabé e Paulo (At 13.5). Nesse tempo, João Marcos

era ainda muito jovem e inexperiente, mas sentiu o desejo de acompanhar os dois

missionários rumo à região da Galácia. Seu propósito era servir aos dois missionários

separados por Deus para tão sublime tarefa. Nesse tempo João Marcos era um jovem

idealista e corajoso. Dispôs-se a deixar o conforto da sua casa em Jerusalém (At 12.12), para

enfrentar as agruras de uma viagem missionária por regiões inóspitas e perigosas.

Em segundo lugar, João Marcos foi um desertor(At 13.13). Não sabemos os motivos, mas no

meio do caminho, João Marcos desistiu da viagem, apartou-se de Paulo e Barnabé e voltou

para sua casa em Jerusalém. Faltou-lhe coragem e maturidade para prosseguir. Faltou-lhe

perseverança para não retroceder. Faltou-lhe forças para continuar servindo aos dois

missionários da igreja. Aquele foi um capítulo sombrio na vida desse jovem. Ele foi um

desertor. Ele capitou-se diante das dificuldades. Ele não teve coragem de seguir adiante.

Em terceiro lugar, João Marcos foi um missionário (At 15.36-39). Era tempo de voltar à

segunda viagem missionária. Barnabé, porém, queria levar consigo a João Marcos (At 15.37).

Paulo, porém se recusou terminantemente dar uma segunda chance ao jovem desertor.

Barnabé contendeu com Paulo, mas não desistiu de João Marcos (At 15.38,39). Levou-o

consigo para Chipre e fez dele um missionário. João Marcos tornou-se um homem valoroso

nas mãos de Deus. Além de Barnabé, o apóstolo Pedro também investiu na vida de João

Marcos, a ponto de chamá-lo de filho (1Pe 5.13). Esse jovem mais tarde tornou-se o escritor

do primeiro evangelho a ser escrito, o evangelho segundo Marcos, destacando nessa obra

preciosa as gloriosas obras de Cristo, apresentando-o como servo perfeito.

Em quarto lugar, João Marcos foi um homem útil (2Tm 4.11). Paulo estava preso numa

masmorra romana. A hora do seu martírio havia chegado. Do interior desse cárcere insalubre

e frio Paulo escreve a seu filho Timóteo, rogando que ele fosse rápido vê-lo em Roma.

Chama-nos atenção, uma recomendação do apóstolo a Timóteo: “Toma contigo Marcos e

traze-o, pois me é útil para o ministério” (2Tm 4.11). O jovem rejeitado por Paulo, é agora

prezado por ele. Aquele que um dia desertou e foi rejeitado, é agora desejado. Paulo muda de

opinião acerca de João Marcos e deseja tê-lo ao seu lado antes de morrer. João Marcos

fraquejou um dia na vida, mas se levantou. Ele nos prova que é possível recomeçar, quando

colocamos nossa vida nas mãos de Deus.

sábado, 10 de setembro de 2011

A Missão da Igreja-John Newton


A Missão da Igreja
John Newton
A missão da igreja não é reformar o mundo, nem erradicar as suas práticas más. Nosso único propósito é pregar o evangelho de Cristo. Se homens e mulheres chegarem a amar o Salvador, não há dúvida de que a conduta exterior deles será transformada. As seguintes palavras foram ditas por John Newton em uma conferência de pastores, em janeiro de 1778. Ele estava falando sobre como a igreja pode realizar transformações morais no mundo. Seus comentários se mostram tão apropriados hoje como o foram na sua época.
"O evangelho de Cristo, o glorioso evangelho do Deus bendito, é o único instrumento eficaz para transformar a humanidade. O homem que possui e sabe como utilizar esta grande e maravilhosa ferramenta, se posso fazer esta comparação, conseguirá facilmente aquilo que, de outro modo, seria impossível. O evangelho remove as dificuldades intransponíveis à capacidade humana: faz o cego ver e o surdo ouvir; amolece o coração de pedra; ressuscita aquele que estava morto em ofensas e pecados para uma vida de retidão.
Nenhuma outra força, exceto a do evangelho, é suficiente para remover os imensos fardos de culpa de uma consciência desperta­da; para aquietar o ardor de paixões incontroláveis; para levantar uma alma mundana atolada no lamaçal da sensualidade e da ava­reza, para uma vida divina e espiritual, uma vida de comunhão com Deus.
Nenhum sistema, exceto o evangelho, é capaz de transmitir motivos, encorajamentos e perspectivas suficientes para resistir e frustrar todas as armadilhas e tentações com as quais o espírito deste mundo, com suas carrancas ou com seus sorrisos, se esfor­ça para intimidar e afastar-nos do caminho do dever. Mas o evan­gelho, entendido corretamente e recebido com alegria, trará vigor ao desanimado e coragem ao temeroso. Tornará generoso o mes­quinho, moldará a lamúria em bondade, amansará a fúria de nosso íntimo.
Em resumo, o evangelho dilata o coração egoísta, enchendo-o com um espírito de amor para com Deus, de obediência alegre e irrestrita para com a vontade dEle, bem como de benevolência Rara com os homens."

____________________
Fonte: Revista Fé Para Hoje, Ano 2004, nº 23, Ed. Fiel


Extraído do site: http://www.eleitosdedeus.org/igreja/missao-da-igreja-john-newton.html#ixzz1XVw2of6M 
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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Uma igreja que abalou o mundo Atos 2:42-47


O Pentecostes foi a vinda definitiva e permanente do Espírito Santo para estar com a Igreja, Jesus Cristo subiu e o Espírito Santo desceu. O Espírito Santo veio para habitar na Igreja, para capacitar a Igreja, e para revesti-la de poder para viver e pregar a palavra. No pentecostes, os cento e vinte discípulos que estavam reunidos no cenáculo ficaram cheios do Espírito Santo, e Pedro pregou um sermão cristocêntrico sobre a morte de Cristo, a ressurreição de Cristo, a ascensão de Cristo e o senhorio de Cristo, e nesse sermão houve tal resultado que quase três mil pessoas receberam a Cristo e foram batizadas formando o primeiro rol de membros da igreja primitiva.
A Bíblia nos informa que milagres aconteceram, como, a cura de um coxo; e Pedro prega o seu segundo sermão e o número de membros da igreja vai para cinco mil pessoas. Vem a perseguição, mas a igreja enfrenta a perseguição com oração e com intrepidez na pregação, e a partir daí começa a se multiplicar; milhares e milhares de pessoas vão sendo agregadas à igreja de Deus. Vem as lutas, vem as provas, vem as prisões, vem os açoites, vem os martírios, vem as perseguições de todas as ordens e todos os lados, mas esta igreja avança no Poder do Espírito Santo, torna-se irresistível. Curiosamente, a Palavra de Deus vai nos mostrar que essa igreja sai do contexto judaico, passa por Samaria, avança por Antioquia da Síria, percorre todo o Império Romano e chega à Capital de Roma, e em poucas décadas, essa igreja formada de gente procedente de pessoas escravas, sem a mídia, sem poder político, sem influência da aristocracia, vai ganhando espaço, vai penetrando, vai alcançando horizontes mais
largos, e em poucas décadas o evangelho de Cristo penetra em todos os corredores do Império Romano.
Vamos partilhar agora, algumas características desta igreja que abalou o mundo, desta igreja que enfrentou açoites, prisões, ameaças, martírios, sendo que o sangue dos mártires tornou-se a sementeira do Evangelho. Percebemos que esta igreja que abalou o mundo tem algumas características muito claras. E o texto base (Atos 2:42-47) vai identificar quais são essas marcas:
Em primeiro lugar, era uma igreja comprometida com a palavra de Deus. “A igreja perseverava na doutrina dos Apóstolos”. Hoje, muitas vezes, a igreja contemporânea, negocia doutrina para alcançar o crescimento. A igreja primitiva entendia que a doutrina dos Apóstolos era o alicerce do crescimento da igreja. É triste quando nós constatamos hoje que a igreja está se tornando cada vez mais pragmática e cada vez menos fiel, buscando mecanismos modernos para agradar o povo e as pessoas hoje estão cada vez mais negociando a verdade, transigindo com a sua consciência, pregando o que o povo quer ouvir e não o que o povo precisa ouvir, pregadores muito mais interessado no lucro do que na verdade, e dessa forma muitas vezes as pessoas estão buscando não o que é verdade mas o que funciona, não o que é certo mas o que dá certo; a igreja hoje está cheia de gente e vazia de Deus, muito ajuntamento mas pouca conversão, muitos agrupamentos e multidões ao redor de muitas outras coisas, exceto focada e concentrada na verdade de Deus. A igreja fiel não abre mão da verdade, não negocia a verdade, a doutrina é a base, é o alicerce de todo esse edifício, a igreja está edificada sobre o fundamento dos Apóstolos, ela persevera na doutrina dos Apóstolos, e a doutrina dos Apóstolos é o que nós temos hoje na escritura, é aquilo que nós temos
hoje registrado no novo testamento como Canon Sagrado, como verdade inspirada, como verdade revelada, infalível, suficiente e inerrante.
Em segundo lugar, a igreja que abalou o mundo perseverava na oração. Esta igreja era uma igreja que tinha doutrina, mas também era uma igreja que tinha oração. Hoje muitas vezes, aqueles que são zelosos da doutrina, são negligentes na oração; tem a cabeça cheia de luz mas tem o coração vazio de fogo, tem conhecimento mas não tem piedade, tem conhecimento profundo das verdades mais gloriosas, mas não transforma essa verdade em prática; é preciso entender que a igreja não pode avançar vitoriosamente sem oração, dependemos mais dos recursos de Deus do que dos nossos recursos, o poder não vem do conhecimento humano, nem da destreza humana, nem das estratégias humanas, o poder vem de Deus; não há pregação poderosa sem oração, é por isso que os Apóstolos entenderam que eles deveriam se concentrar na oração e no ministério da palavra. A igreja em Atos é uma igreja que ora, em Atos 1:14 diz que “todos perseveravam unânimes em oração”, e o pentecostes veio em cumprimento da promessa do Pai, e em resposta a oração da igreja. A igreja ora em Atos 4:31, e diz a Bíblia que diante da perseguição eles pedem mais intrepidez e mais poder para pregar a palavra, e enquanto oram a casa treme e eles, cheios do Espírito Santo passam a pregar com ousadia. A liderança da igreja entende: “quanto a nós nos consagraremos à oração e ao ministério da palavra”. A Bíblia diz que Pedro estava preso em Jerusalém, mas a igreja estava orando por ele; Saulo se converte e começa a orar; a Bíblia diz que houve uma reunião de oração na cidade de Filipos e o coração de Lídia é aberto; houve uma reunião de oração na prisão, e diz a Bíblia que as portas da prisão se abrem e o carcereiro é convertido a Cristo. A igreja em Atos avança de joelhos, é uma igreja
comprometida com a oração, é triste que hoje, às vezes, as reuniões de oração nas igrejas estão morrendo ou são pouco freqüentadas. Nós precisamos entender que a igreja que hora é uma igreja que prega com poder, uma igreja que ora, é uma igreja que depende mais dos recursos de Deus, do que dos recursos da terra.
Em terceiro lugar, uma igreja que abalou o mundo, era uma igreja onde existia comunhão, e “eles perseveravam em comunhão, no partir do pão, nas orações, de casa em casa e no templo”, eles tinham tudo em comum, eles vendiam as suas propriedades e distribuíam àqueles que tinham necessidade, eles tinham o coração aberto e o bolso aberto, as mãos abertas, a mente aberta, a vida aberta para o mover de Deus e para o amor prático entre eles; é muito triste quando nós constatamos ainda hoje, que falta comunhão no meio da igreja de Deus; há muitas divisões, há muitas mágoas, há muitos muros erguidos onde deveriam ter pontes construídas, há muitas igrejas que estão gastando suas energias combatendo umas das outras, falando mal umas das outras, como que lutando domesticamente uns contra os outros, em vez de nos armarmos com a armadura de Deus para resistirmos o verdadeiro adversário das nossas almas. A Bíblia nos diz que nós não lutamos contra a carne ou sangue, mas contra principados e potestades, nós deveríamos estar unidos com aqueles que professam a fé em Cristo Jesus, aqueles que professam que Jesus veio em carne, que Jesus é o filho de Deus, que nós só cremos em uma palavra, a Bíblia sagrada, a Palavra de Deus, a nossa única regra de fé e prática, que tem uma só fé, um só batismo, um só Senhor, um só Deus e Pai, nós somos irmãos, nós somos ovelhas do mesmo rebanho, nós somos membros da mesma família, nós deveríamos trabalhar coesos e unidos para promoção da proclamação do evangelho e
do estabelecimento do Reino de Deus. É bem verdade que nós temos as nossas denominações, e as amamos e velamos por elas, mas deveríamos cultivar tanto na igreja local, quanto em um contexto maior, este espírito de comunhão, de fraternidade e amor uns pelos outros; foi este amor de comunhão que impactou a igreja e o mundo naquela época através da igreja; a palavra do mundo era esta: “vede como eles se amam”, era uma só família, um só povo, um só rebanho, uma só igreja de um Deus vivo a testemunhar para o mundo.
Em quarto lugar, esta igreja era uma igreja que caminhava no temor de Deus, com reverencia, e experimentava os milagres de Deus; muitos sinais e prodígios eram feitos por intermédio dos Apóstolos. É importante entender que essa igreja tinha reverencia, tinha respeito e temor pelo Nome de Deus, era uma igreja que levava Deus a sério, que levava uma vida de piedade, uma igreja que se apartava do mal, que abominava o pecado, que impactava o mundo não porque era amiga do mundo, mas porque era sal da terra e luz do mundo, e na medida em que essa igreja vivia em novidade de vida, não sendo amiga do mundo, não se conformando com o mundo, não amando as coisas que há no mundo, vivendo uma vida de santidade e pureza, nesta igreja Deus operava maravilhas, os Apóstolos eram usados por Deus para operar prodígios e milagres, curas eram feitas, paralíticos andavam, os coxos saltavam, as vidas eram impactadas, conversões maravilhosas aconteciam, e Deus operava maravilhas no meio daquela igreja. É preciso dizer hoje, que o nosso Deus é o mesmo ontem, hoje e para sempre o mesmo, Deus não é o Deus que ficou apenas preso ao passado, ele age hoje, ele age por meio da sua igreja; não estamos dizendo com isso que os milagres são o evangelho, a igreja cresceu pela pregação genuína e fiel das escrituras,
mas nós não podemos ser céticos a ponto de pensar que Deus não possa agir mais hoje, pois Deus é o Soberano Senhor do Universo, e Ele faz todas as coisas conforme o conselho da Sua vontade.
Em quinto lugar, essa igreja era conhecida como uma igreja que louvava a Deus com entusiasmo, essa igreja tinha um culto vivo, esta igreja celebrava a Deus com entusiasmo, com alegria efusiva, era uma igreja cheia do Espírito Santo de Deus, muitas vezes hoje, nós estamos transformando os cultos em shows, transformando os cultos em palcos, transformando a liturgia em celebração parecida com a celebração mundana; é preciso dizer que a alegria de Deus não é contrária a reverência, a alegria de Deus é pura, é santa, esta igreja celebra com entusiasmo, com alegria, com gozo, com festa espiritual na alma, porque esta igreja conhecia a Deus, amava a Deus e estava realmente proclamando as virtudes de Deus através dos seus louvores. Quantas vezes hoje nós estamos vivendo extremos, ou as pessoas transformam o culto em um show, onde as artes cênicas dominam a liturgia, ou outras vezes existe uma solenidade morta, cultos lúgubres, tristes, fúnebres, quando na verdade o povo de Deus deve celebrar com entusiasmo e com alegria.
Finalmente, em sexto lugar, esta igreja era uma igreja que contava com a simpatia de todo o povo e crescia em números. Não contava com a simpatia do mundo porque se conformava com ele não, mas o mundo olhava para esta igreja e via que os homens eram melhores homens e melhores maridos, as mulheres melhores esposas, os jovens melhores filhos, os homens melhores empregados, melhores patrões, melhores cidadãos; a igreja de fato era uma igreja viva que dava testemunho para a sociedade, o resultado, é que Deus acrescentava dia a dia os que iam
sendo salvos, é Deus quem acrescenta à igreja os que vão sendo salvos, o crescimento da igreja não é administrado por nós, é obra de Deus; um planta, outro rega, mas é Deus quem dá o crescimento, o crescimento da igreja é conseqüência de um estilo de vida vivido por esta igreja, Deus é o Deus que conduz o seu povo em triunfo, Deus é o Deus que elege, Deus é o Deus que chama, Deus é o Deus que justifica, Deus é o Deus que transforma, Deus é o Deus que realiza maravilhas para que a Sua igreja cresça numericamente e espiritualmente. Esta foi a igreja que abalou o mundo.
Rev. Hernandes Dias Lopes

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

ACABOU A ESPERANÇA


Por Rev. Samuel Vitalino (IP Brotas, Bahia)
Há momentos em que a esperança vai embora e não sabemos o que fazer. Jeremias viveu isso em Lamentações 3:18 quando disse: acabou a minha glória como também a minha esperança no Senhor. Não podemos esquecer que Jerusalém estava chorando e em completa destruição.
O que por vezes não lembramos é que o homem, ainda que pense demais de si mesmo, vive com uma idéia errada de segurança, mas quando para e pensa se desespera por não saber exatamente o que se dará no futuro. O dia de amanhã está absolutamente oculto aos seus olhos e, assim como Jeremias, você mesmo pode reconhecer que não tem esperança ou certeza de futuro.
Isso coaduna com a máxima do Novo Testamento que você é naturalmente morto nos seus pecados (Ef. 2:1ss) e ninguém pode chegar a Deus por suas próprias forças (Rm. 3:9ss).
Nesse momento, faz sentido o grito de Jeremias em Lamentações 3:21 – Quero trazer à memória o que me pode dar esperança. Quando faz isso, para onde Jeremias aponta?

1.Para as Misericórdias do Senhor (3:22).

2. Para a Fidelidade do Senhor que é grande (3:23)

3. Para a Bondade do Senhor (3:25)

Esse três atributos são facilmente vistos no próprio texto. Analisando rapidamente, notamos que misericórdia é não receber o castigo que merecemos por isso elas são a causa de não sermos consumidos; A Fidelidade do Senhor aponta para o fato de haver duas promessas de Deus: primeiro que todo pecado será punido e segundo que pessoas seriam salvas. Deus resolveu mantendo a sua fidelidade punindo seu próprio Filho na Cruz e com isso, na mesma Cruz, revelando sua misericórdia e bondade.
Mas o texto depois trata de outro atributo de Deus, sua Justiça (3:34-36), que é mais um atributo de Deus revelado no Calvário; finalmente, Deus mostra que apenas Ele teria condição de cumprir tudo o que promete, afinal quem é aquele que diz e acontece quando o Senhor não o mande? Revelando aqui a sua Soberania.

O que notamos aqui é que a Bíblia não busca esperança no ser humano. Em outras palavras, não há esperança em você para dirimir suas dúvidas e inseguranças, traga a sua memória o que te pode dar esperança: Os atributos de Deus que apontam para Jesus Cristo morto na cruz tomando o lugar daqueles que nele crêem.

*Extraído do blog "E a Bíblia com isso?" (www.bibliacomisso.blogspot.com).

domingo, 21 de março de 2010

A VELHA E A NOVA CRUZ

Por
A.W. Tozer

Sem fazer-se anunciar e quase despercebida uma nova cruz introduziu-se nos círculos evangélicos dos tempos modernos. Ela se parece com a velha cruz, mas é diferente; as semelhanças são superficiais; as diferenças, fundamentais.
Uma nova filosofia brotou desta nova cruz com respeito à vida cristã, e desta nova filosofia surgiu uma nova técnica evangélica – um novo tipo de reunião e uma nova espécie de pregação. Este novo evangelismo emprega a mesma linguagem que o velho, mas o seu conteúdo não é o mesmo e sua ênfase difere da anterior.
A velha cruz não fazia aliança com o mundo. Para a carne orgulhosa de Adão ela significava o fim da jornada, executando a sentença imposta pela lei do Sinai. A nova cruz não se opõe à raça humana; pelo contrário, é sua amiga íntima e, se compreendermos bem, considera-a uma fonte de divertimento e gozo inocente. Ela deixa Adão viver sem qualquer interferência. Sua motivação na vida não se modifica; ela continua vivendo para seu próprio prazer, só que agora se deleita em entoar coros e a assistir filmes religiosos em lugar de cantar canções obcenas e tomar bebidas fortes. A ênfase continua sendo o prazer, embora a diversão se situe agora num plano moral mais elevado, caso não o seja intelectualmente.
A nova cruz encoraja uma abordagem evangelística nova e por completo diferente. O evangelista não exige a renúncia da velha vida antes que a nova possa ser recebida. Ele não prega contrastes mas semelhanças. Busca a chave para o interesse do público, mostranto que o cristianismo não faz exigências desagradáveis; mas, pelo contário, oferece a mesma coisa que o mundo, somente num plano superior. O que quer que o mundo pecador esteja idolizando no momento é mostrado como sendo exatamente aquilo que o evangelho oferece, sendo que o produto religioso é melhor.
A nova cruz não mata o pecador, mas dá-lhe nova direção. Ela o faz engrenar em um modo de vida mais limpo e agradável, resguardando o seu respeito próprio. Para o arrogante ela diz: "Venha e mostre-se arrogante a favor de Cristo"; e declara ao egoísta: "Venha e vanglorie-se no Senhor". Para o que busca emoções, chama: "Venha e goze da emoção da fraternidade cristã". A mensagem de Cristo é manipulada na direção da moda corrente a fim de torná-la aceitável ao público.
A filosofia por trás disso pode ser sincera, mas na sua sinceridade não impede qe seja falsa. É falsa por ser cega, interpretando erradamente todo o significado da cruz.
A velha cruz é um símbolo da morte. Ela representa o fim repentino e violento de um ser humano. O homem, na época romana, que tomou a sua cruz e seguiu pela estrada já se despedira de seus amigos. Ele não mais voltaria. estava indo para seu fim. A cruz não fazia acordos, não modificava nem poupava nada; ela acabava completamente com o homem, de uma vez por todas. Não tentava manter bons termos com sua vítima. Golpeava-a cruel e duramente e quando terminava seu trabalho o homem já não existia.
A raça de Adão está sob sentença de morte. Não existe comutação de pena nem fuga. Deus não pode aprovar qualquer dos frutos do pecado, por mais inocentes ou belos que pareçam aos olhos humanos. Deus resgata o indivíduo, liquidando-o e depois ressucitando-o em novidade de vida.
O evangelismo que traça paralelos amigáveis entre os caminhos de Deus e os do homem é falso em relação à bíblia e cruel para a alma de seus ouvintes. A fé manifestada por Cristo não tem paralelo humano, ela divide o mundo. Ao nos aproximarmos de Cristo não elevamos nossa vida a um plano mais alto; mas a deixamos na cruz. A semente de trigo deve cair no solo e morrer.
Nós, os que pregamos o evangelho, não devemos julgar-nos agentes ou relações públicas enviados para estabelecer boa vontade entre Cristo e o mundo. Não devemos imaginar que fomos comissionados para tornar Cristo aceitável aos homens de negócio, à imprensa, ao mundo dos esportes ou à educação moderna. Não somos diplomatas mas profetas, e nossa mensagem não é um acordo mas um ultimato.
Deus oferece vida, embora não se trate de um aperfeiçoamento da velha vida. A vida por Ele oferecida é um resultado da morte. Ela permanece sempre do outro lado da cruz. Quem quiser possuí-la deve passar pelo castigo. É preciso que repudie a si mesmo e concorde com a justa sentença de Deus contra ele.
O que isto significa para o indivíduo, o homem condenado quer encontrar vida em Cristo Jesus? Como esta teologia pode ser traduzida em termos de vida? É muito simples, ele deve arrepender-se e crer. Deve esquecer-se de seus pecados e depois esquecer-se de si mesmo. Ele não deve encobrir nada, defender nada, nem perdoar nada. Não deve procurar fazer acordos com Deus, mas inclinar a cabeça diante do golpe do desagrado severo de Deus e reconhecer que merece a morte.
Feito isto, ele deve contemplar com sincera confiança o salvador ressurreto e receber dEle vida, novo nascimento, purificação e poder. A cruz que terminou a vida terrena de Jesus põe agora um fim no pecador; e o poder que levantou Cristo dentre os mortos agora o levanta para uma nova vida com Cristo.
Para quem quer que deseje fazer objeções a este conceito ou considerá-lo apenas como um aspecto estreito e particular da verdade, quero afirmar que Deus colocou o seu selo de aprovação sobre esta mensagem desde os dias de Paulo até hoje. Quer declarado ou não nessas exatas palavras, este foi o conteúdo de toda pregação que trouxe vida e poder ao mundo através dos séculos. Os místicos, os reformadores, os revivalistas, colocaram aí a sua ênfase, e sinais, prodígios e poderosas operações do Espírito Santo deram testemunho da operação divina.
Ousaremos nós, os herdeiros de tal legado de poder, manipular a verdade? Ousaremos nós com nossos lápis grossos apagar as linhas do desenho ou alterar o padrão que nos foi mostrado no Monte? Que Deus não permita! Vamos pregar a velha cruz e conhecermos o velho poder.
 

Fonte: O Melhor de A. W. Tozer, Editora Mundo Cristão, pg 151 a 153.

domingo, 14 de março de 2010

Ansiedade

Arthur W. Pink


Não andeis ansiosos de coisa alguma” — Filipenses 4:6.
A preocupação é tão definidamente proibida como o roubo. Isto necessita ser cuidadosamente ponderado e definidamente percebido por nós, para que não a escusemos como sendo uma inocente “debilidade”. Quanto mais estivermos convencidos da pecaminosidade da ansiedade, provavelmente mais rápido perceberemos que ela é muito desonrante a Deus, e “lutaremos contra” ela (Hebreus 12:4). Mas como devemos “lutar contra” ela?
Primeiro, suplicando ao Espírito Santo que nos conceda uma profunda convicção de sua enormidade. Segundo, fazendo dela um objeto de oração especial e fervorosa, para que possamos ser libertos deste mal. Terceiro, vigiando seu princípio; e, tão longo estejamos conscientes da perturbação da mente, tão logo detectemos o pensamento incrédulo, levantemos nosso coração a Deus e Lhe peçamos a libertação disso.
O melhor antídoto para a ansiedade é a freqüente meditação sobre a bondade, o poder e a suficiência de Deus. Quando o santo pode confiantemente perceber que “O Senhor é o Meu Pastor”, ele deve extrair a conclusão, “Nada me faltará!” Imediatamente após a nossa exortação lemos, “porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças”. Nada é grande demais e nada é pequeno demais para ser apresentado e lançado diante do Senhor. O “com ações de graças” é muito importante, todavia, este é o ponto no qual a maioria de nós falha. Ele significa que antes de recebermos a resposta de Deus, agradecemos-Lhe pela mesma: é a confiança do filho esperando seu Pai ser gracioso.
Por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes”. “Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6:25,33).
 

Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto
Cuiabá-MT, 22 de Janeiro de 2005.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Seis Breves Regras para os Crentes por Brownlow North

1. Nunca descuide da oração particular diária; e quando orar, recorde que Deus está presente e que Ele ouve as tuas orações (Hb 11;6). 
2. Nunca descuide da leitura diária da Bíblia em sua privacidade, e quando lê-la recorde que Deus está te falando e que deves crêr e obedecer sobre o que Ele lhe diz. Creio que toda deficiência começa com o descuido destas duas regras (Jo 5:39). 
 3. Nunca deixe passar um dia sequer, sem ter a intenção de fazer algo para Jesus. Medite a cada noite sobre o que Jesus tem feito por você, e assim se pergunte: “o que estou fazendo por Ele?” (Mt 5:13-16). 
4. Se você tem dúvida de se alguma coisa é boa ou má, vai até a sua casa, ajoelhe-se e peça a benção de Deus para esta coisa. Se não puder faze-lo, é má (Rm 14:23). 
5. Nunca assimile o seu Cristianismo com os cristãos, nem argumente que porque estas ou aquelas pessoas fazem isto, ou aquilo, também lhe é permitido fazer (2 Co 10:12). O que tem que se perguntar é: “o que Cristo faria em meu lugar?”, e em seguida esforce-se em obedecer (Jo 10:27). 
6. Nunca faça caso do sentimento se este contradiz a Palavra de Deus. Pergunte-se: “pode ser verdadeiro o que sinto, se a Palavra de Deus é verdadeira?” E se ambos não podem ser verdadeiros, então acredite em Deus e aceite que o teu coração é enganoso (Rm 3:4; 1 Jo 5:10-11). 

Tradução livre: Rev Ewerton B. Tokashiki (26/11/2005) revtokashiki@hotmail.com Pastor da Igreja Presbiteriana de Porto Velho Professor de Teologia Sistemática no SPBC - extensão Ji-Paraná-RO.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

EM CARNE E OSSO


1 João 
4:1-3

Deus usa todo tipo de pessoa em seu projeto de salvação: Zacarias e Isabel, César Augusto, os pastores, os magos, José e Maria. A presença deles mostra que Deus estabelece parceria com suas criaturas e realiza sua vontade por meio delas, mesmo quando pensam estar agindo por conta própria.

Esse é um dos mistérios da encarnação de Cristo: Deus, que nos criou com mente e vontade, fez da natureza humana o mais perfeito uso, ao trazer à Terra o seu Filho em forma humana.

Cristo veio a este mundo como ser humano real, que podia se visto, ouvido e tocado. Muitos personagens da história do Natal testemunharam que Jesus veio em carne. Nós os ouvimos proclamar que Jesus não teve apenas aparência humana. Ele veio em carne, como filho de Maria, a esposa de José.

Jesus foi, como ser humano, um entre os milhares afetados pelo decreto de César. Foi concidadão de pastores e campesinos; primo de João, o Batista; descendente de Davi.

Este Jesus é o nosso Salvador. José e Maria, assim como todos os outros a quem Deus usou nesses eventos surpreendentes do Natal, mostram que Jesus se tornou um de nós!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

PASTORES MISSIONÁRIOS


Lucas 
2:8-17

Imagino um rapaz que está noivo ouvindo sua noiva, meio sem graça, lhe dizer que está grávida, mas que ele não é o pai. Decepção e ódio! Ao pedir explicações, ela diz que é obra do Espírito Santo. A essa altura da conversa, ele poderia concluir que ela era paranóica ou uma tremenda mentirosa. Se ele insinuasse que ela estaria falando a verdade, seria considerado um tolo ou louco.

Essa, em resumo, era a história de José, noivo de Maria. Os dois viviam em Nazaré, ao norte da palestina. E o problema era que José conhecia Maria, sabia que ela não era louca e muito menos desonesta. Que gravidez misteriosa era aquela?

O amor de José não permitiu que ele denunciasse Maria, que poderia ser morta como adúltera. Ele era um sujeito honrado e justo. Planejou abandonar Maria secretamente. Mas aí o mistério aumentou e os fatos se complicaram: um anjo do Senhor, em um sonho, revelou a José que existe uma maneira diferente de se viver pela justiça. Mesmo não compreendendo todo o mistério, ele deveria crer na direção divina e receber Maria como esposa.

Ser honrado e justo nem sempre é seguir a frieza da lei quando esta pode esmagar sem piedade as pessoas envolvidas. A misericórdia deve vencer o legalismo.

Ore

Graças te damos, Senhor, por aquele que nasceu para ser o Bom Pastor e deu sua vida pelas ovelhas. E, como as ovelhas, não podemos nos defender ou sobreviver sem nosso fiel Pastor. Em nome de Jesus. Amém.

Pense

Natal é repartir as Boas Novas sobre o nascimento do Salvador!



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