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domingo, 16 de outubro de 2011

Como Reconhecer Uma Seita

Por Augustus Nicodemos Lopes

Existem milhares de religiões neste mundo, e obviamente nem todas são certas. O próprio Jesus advertiu seus discípulos de que viriam falsos profetas usando Seu nome, e ensinando mentiras, para desviar as pessoas da verdade (Mateus 24.24). O apóstolo Paulo também falou que existem pessoas de consciência cauterizada, que falam mentiras, e que são inspirados por espíritos enganadores (1 Timóteo 4.1-2). Nós chamamos de seitas a essas religiões. Não estamos dizendo que todos os que pertencem a uma seita são desonestos ou mal intencionados. Existem muitas pessoas sinceras que caíram vítimas de falsos profetas. Para evitar que isto ocorra conosco, devemos ser capazes de distinguir os sinais característicos das seitas. Embora elas sejam muitas, possuem pelo menos cinco marcas em comum: (1) Elas têm outra fonte de autoridade além da Bíblia. Enquanto que os cristãos admitem apenas a Bíblia como fonte de conhecimento verdadeiro de Deus, as seitas adotam outras fontes. Algumas forjaram seus próprios livros; outras aceitam revelações diretas da parte de Deus; outras aceitam a palavra de seus líderes como tendo autoridade divina. Outras falam ainda de novas revelações dadas por anjos, ou pelo próprio Jesus. E mesmo que ainda citem a Bíblia, ela tem autoridade inferior a estas revelações. (2) Elas acabam por diminuir a pessoa de Cristo. Embora muitas seitas falem bem de Jesus Cristo, não o consideram como sendo verdadeiro Deus e verdadeiro homem, nem como sendo o único Salvador da humanidade. Reduzem-no a um homem bom, a um homem divinizado, a um espírito aperfeiçoado através de muitas encarnações, ou a mais uma manifestação diferente de Deus, igual a outros líderes religiosos como Buda ou Maomé. Freqüentemente, as seitas colocam outras pessoas no lugar de Cristo, a quem adoram e em quem confiam. (3) As seitas ensinam a salvação pelas obras. Essa é uma característica universal de todas as seitas. Por acreditarem que o homem é intrinsecamente bom, pregam que ele pode acumular méritos e vir a merecer o perdão de Deus, através de suas boas obras praticadas neste mundo. Embora as seitas sejam muito diferentes em sua aparência externa, são iguais neste ponto. Algumas falam em fé, mas sempre entendem a fé como sendo um ato humano meritório. E nisto diferem radicalmente do ensino bíblico da salvação pela graça mediante a fé. (4) As seitas são exclusivistas quanto à salvação. Pregam que somente os membros do seu grupo religioso poderão se salvar. Enquanto que os cristãos reconhecem que a salvação é dada a qualquer um que se arrependa dos seus pecados e creia em Jesus Cristo como Salvador (não importa a denominação religiosa), as seitas ensinam que não há salvação fora de sua comunidade. (5) As seitas se consideram o grupo fiel dos últimos tempos. Elas ensinam que receberam algum tipo de ensino secreto que Deus havia guardado para os seus fiéis, perto do fim do mundo. É interessante que ao nos aproximarmos do fim do milênio, cresce o número de seitas afirmando que são o grupo fiel que Deus reservou para os últimos dias da humanidade. Podemos e devemos ajudar as pessoas que caíram vítimas de alguma seita. Na carta de Tiago está escrito que devemos procurar ganhar aqueles que se desviaram da verdade (Tiago 5.19-20). Para isto, entretanto, é preciso que nós mesmos conheçamos profundamente nossa Bíblia bem como as doutrinas centrais do Cristianismo. Mais que isto, devemos ter uma vida de oração, em comunhão com Cristo, para recebermos dele poder e amor e moderação.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Templo da Igreja Presbiteriana foi queimado por extremistas Muçulmanos no Sudão.


IGREJA NO SUDÃO É DESTRUÍDA E MEMBROS SÃO HOSTILIZADOS
            
Mais de sete meses depois de extremistas muçulmanos queimarem seu templo, a Igreja Presbiteriana do Sudão (PCOS) ainda está com medo de se reunir para adorar a Deus, segundo fontes cristãs.

O reverendo Maubak Hamad disse que sua igreja em Wad Madano, a 138 quilômetros de Cartum, não conseguiu começar sua reconstrução desde 15 de janeiro, devido à devastação dos recursos da congregação. “Nada foi feito depois que a igreja foi queimada. Até agora ela não foi reconstruída”, disse ele à Compass.

Fontes cristãs disseram que estão cada vez mais temerosas com relação aos extremistas muçulmanos, que representam uma ameaça contra os cristãos, numa tentativa de transformar o Sudão no que eles chamam de “Terra do Islã”, eliminando o cristianismo do país.

“Os desafios enfrentados agora por muitos dos cristãos que vivem no Sudão são algo pelo qual precisamos orar muito, pedindo ao Senhor que intervenha”, disse outro líder de uma igreja do Sudão que pediu anonimato.

O edifício da PCOS em Wad Madano  foi incendiado, depois de uma série de ameaças contra a igreja, vindas de extremistas muçulmanos. “Essas atividades anticristãs continuam a crescer ainda mais hoje em dia, tendo como objetivo intimidar os cristãos do norte do Sudão”, disse o líder da igreja.

Os danos materiais contra o templo foram estimados em quase 2 mil libras sudanesas (US$ 740). Entre os itens destruídos há livros cristãos, bíblias traduzidas para as línguas da região, cadeiras, mesas e o púlpito.

“Os muçulmanos fizeram da nossa igreja um alvo, porque eles não querem na região nada relacionado ao cristianismo”, disse um membro da igreja.

Cristãos do norte do Sudão estão vivendo com medo desde que o sul do país se separou politicamente, em 9 de julho. Um mês depois de o Sul se separar do norte, que é predominantemente islâmico, as pressões sobre a igreja aumentaram muito, com grupos muçulmanos ameaçando destruir as igrejas e matar os cristãos, para ‘purificar’ o país, eliminando o cristianismo.

Um jornal anticristão do Sudão, que tem fortes ligações com o partido que governa a Coreia do Norte, defende que o norte do Sudão deve se tornar um estado puramente islâmico e árabe. O Al Intibaha é um jornal diário, bem conhecido por incitar os muçulmanos contra os cristãos no Sudão.

As hostilidades contra os cristãos vindas do governo começaram a aumentar no ano passado, após uma declaração do presidente Omar al-Bashir, em que ele afirmou que o governo iria ser baseado na Sharia (Lei Islâmica) e na cultura islâmica, tendo o árabe como língua oficial.
 

Fonte:
http://www.cpadnews.com.br/integra.php?s=12&i=10519&utm_medium=twitter&utm_source=twitterfeed

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

"Novo mapa das Religiões" revela: Cresceu o número de membros em Igrejas Tradicionais no Brasil.

Eu não havia ainda reparado para um detalhe que me parece muito interessante no "Novo Mapa das Religiões" no Brasil, da Fundação Getúlio Vargas (FGV). A pesquisa foi publicada esta semana e trouxe grande repercussão em vários setores da mídia.

Há muitos pontos de interesse na pesquisa, que podem ser objeto de comentário e reflexão em outra ocasião. No momento, quero me referir somente a este, que é a constatação de que entre 2003 e 2009 o crescimento percentual dos evangélicos tradicionais (presbiterianos, batistas, luteranos, etc.) foi maior do que o crescimento percentual dos pentecostais (Assembléia de Deus, Universal do Reino de Deus, etc.). De acordo com o Estadão,

"A pesquisa também apontou estagnação da proporção de evangélicos pentecostais (de igrejas como Assembleia de Deus e Universal do Reino de Deus), que teve grande crescimento nos anos 1990, e aumento do evangélicos tradicionais (batistas, presbiterianos, luteranos, etc)."
A notícia comenta ainda:


"Neri [o pesquisador responsável] associa os avanços econômicos na última década ao aumento de 38,5% dos evangélicos tradicionais (de 5,39% a 7,47%), enquanto os pentecostais tiveram crescimento ínfimo, de 12,49% em 2003 a 12,76% em 2009".
Entendo que há um erro conceitual da pesquisa, que é colocar a Universal do Reino de Deus como sendo pentecostal, ao lado da Assembléia de Deus. Isso pode ter puxado o resultado para baixo, pois enquanto é sabido que a Universal de fato vem perdendo membros, pensava-se que a Assembléia continuava a crescer como sempre fez. A queda da Universal pode ter superado o crescimento da Assembléia e empurrado o percentual para menor. Reconheço também que o pesquisador identifica como a causa deste crescimento a melhoria econômica dos brasileiros. A lógica é esta, quanto maior o poder aquisitivo, maior a preferência pelas igrejas tradicionais. A conferir.


De qualquer forma, está registrada a retomada do crescimento do Cristianismo evangélico tradicional no Brasil, fato que já havíamos pressentido a partir da nossa observação informal do cenário brasileiro pelas redes sociais, encontros, grande mídia, eventos, etc.


Em termos absolutos, os pentecostais são muito maiores. Resta saber se os tradicionais serão capazes de fazer a diferença, agora que estão começando a crescer.
Por: Augustos Nicodemus Lopeshttp://tempora-mores.blogspot.com/2011/08/ue-e-igreja-tradicional-cresce-no.html

sábado, 16 de abril de 2011

Culto em Ação de Graças pela abertura do Grupo de Escotismo em Jucurutu.


ESCOTISMO
Fundado por Lorde Robert Stephenson Smyth Baden-Powell, em 1907, é um movimento mundial, educacional, voluntariado, apartidário, sem fins lucrativos. A sua proposta é o desenvolvimento do jovem, por meio de um sistema de valores que prioriza a honra, baseado na Promessa e na Lei escoteira, e através da prática do trabalho em equipe e da vida ao ar livre, fazer com que o jovem assuma seu próprio crescimento, tornar-se um exemplo de fraternidade, lealdade, altruísmo, responsabilidade, respeito e disciplina.Ontem dia 15 aconteceu no templo da Igreja Presbiteriana de Jucurutu o culto em ação de graças pelo inicio do trabalho de escotismo em nossa cidade.
O nome do Grupo de Escoteiros é Francisco Lourenço Batista  
Neto.


Família de Francisco Lourenço Batista Neto.  

Jailton,Ivo Gomes(Presidente do grupo) e Gilvânia







GRUPO ESCOTEIRO FRANCISCO LOURENÇO BATISTA NETO - 109/RN
BENJAMIN CONSTANT, 399 - CENTRO
CEP 59330-000 - JUCURUTU



segunda-feira, 28 de março de 2011

               Reflexão
Conta a lenda, que certa vez uma mulher pobre com uma criança no colo, ao passar diante de uma caverna, escutou uma voz misteriosa que lá de dentro dizia: "Entre e apanhe tudo o que você desejar, mas não esqueça o principal. Lembre-se, porém de uma coisa: depois que você sair, a porta se fechará para sempre! Portanto, aproveite a oportunidade, mas não esqueça o principal..." A mulher entrou na caverna, e lá encontrou muitas riquezas. Fascinada pelo ouro e pelas jóias, pôs a criança no chão e começou a juntar ansiosamente tudo o que podia em seu avental. A voz misteriosa então, falou novamente: "Você só tem oito minutos." Esgotados os oito minutos, a mulher carregada de ouro e pedras preciosas, correu para fora da caverna e a porta se fechou... Lembrou-se então, que a criança ficara lá dentro e que a porta estava fechada para sempre! A riqueza durou pouco, e o desespero durou para toda a vida. Pois é, o mesmo acontece às vezes conosco. Temos muitos anos para vivermos neste mundo e uma voz sempre nos adverte: "Não esqueça o principal!" E o principal são os valores espirituais, a oração, a vigilância, a família, os amigos, a vida! Mas a ganância, a riqueza, os prazeres materiais nos fascinam tanto, que o principal vai ficando sempre de lado... Assim, esgotamos o nosso tempo aqui e deixamos de lado o essencial: “Os tesouros da alma”. Caro leitor, a luz deste pequeno conto gostaria que você respondesse para si mesmo dizendo o que o dinheiro tem significado para você? Lembre-se que lamentavelmente por amor ao dinheiro, muita gente tem negociado seus valores, vendido a moral e abandonado a família e não são poucos que em virtude disto tem perdido seu lar e seus filhos. Pense nisso!

quinta-feira, 24 de março de 2011


A Predestinação
Provérbios 16.4
O SENHOR fez todas as coisas para determinados fins e até o perverso, para o dia da calamidade.
João 13.18
Não falo a respeito de todos vós, pois eu conheço aqueles que escolhi; é, antes, para que se cumpra a Escritura: Aquele que come do meu pão levantou contra mim seu calcanhar.
Romanos 8.30
E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou.
Efésios 1.4-5
assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade,
2 Tessalonicenses 2.13-14
Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade, para o que também vos chamou mediante o nosso evangelho, para alcançardes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo.
Poucas doutrinas suscitam tanta polêmica ou provocam tanta consternação como a doutrina da predestinação. Trata-se de uma doutrina difícil, que precisa ser discutida com grande cuidado e precaução. Apesar disso, trata-se de uma doutrina bíblica, com a qual temos de lidar. Não devemos ousar ignorá-la.
Praticamente, todas as igrejas cristãs têm algum tipo de doutrina sobre a predestinação. Isso é inevitável, visto que o conceito claramente se encontra nas Escrituras. Muitas igrejas, entretanto, discordam—muitas vezes veementemente — quanto ao seu significado. O ponto de vista metodista é diferente do ponto de vista luterano, o qual discorda do ponto de vista presbiteriano. Embora seus pontos de vista difiram, cada um deles está tentando chegar a uma sólida compreensão desta difícil questão de maneira apropriada.
Em sua forma mais elementar, a predestinação significa que nosso destino final, seja o céu ou o inferno, é decidido por Deus não somente antes de irmos para lá, mas até mesmo antes que tivéssemos nascido. A predestinação ensina que nosso destino final está nas mãos de Deus. Outra maneira de expressar isso é: Desde toda a eternidade, antes mesmo que nós existíssemos, Deus decidiu salvar alguns membros da raça humana e permitir que o resto da raça humana perecesse. Deus fez uma escolha— escolheu alguns indivíduos para serem salvos na eterna bênção do céu e escolheu passar por sobre outros, permitindo que sofressem as conseqüências dos seus pecados no tormento eterno do inferno.
A aceitação desta definição é comum a muitas igrejas. Para chegar ao âmago da questão, alguém deve perguntar: como Deus fez tal escolha? O ponto de vista não-reformado, defendido pela grande maioria dos cristãos, é que Deus faz essa escolha com base em sua presciência. Deus escolhe para a vida eterna aqueles que sabe que o escolherão. Esse conceito é chamado de visão presciente da predestinação, porque baseia-se na presciência de Deus quanto às decisões ou ações humanas.
A visão reformada difere no fato de que ela vê a decisão final para a salvação nas mãos de Deus, e não nas mãos do homem. Segundo este ponto de vista, a eleição de Deus é soberana. Não se baseia em decisões ou respostas previstas por parte dos seres humanos. Aliás, vê tais decisões fluindo da graça soberana de Deus.
O ponto de vista da Reforma afirma que nenhuma pessoa caída jamais escolheria a Deus por iniciativa própria. Pessoas caídas ainda têm livre-arbítrio e podem escolher o que desejam. O problema é que não nutrem nenhum desejo por Deus e não escolherão a Cristo a menos que sejam antes regeneradas. A fé é um dom que procede do novo nascimento. Somente aqueles que foram eleitos responderão com fé ao Evangelho.
Os eleitos escolhem a Cristo somente porque antes foram escolhidos por Deus. Como no caso de Esaú e Jacó, o eleito foi escolhido exclusivamente com base no beneplácito soberano de Deus e não com base em algo que tivessem feito ou desejado fazer. Paulo declara:
“E não ela somente, mas também Rebeca, ao conceber de um só, Isaque, nosso pai. E ainda não eram os gêmeos nascidos, nem tinham praticado o bem ou o mal (para que o propósito de Deus, quanto à eleição, prevalecesse, não por obras, mas por aquele que chama), já fora dito a ela. O mais velho será servo do mais moço... Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia.” Romanos 9.10-12, 16
O problema mais incômodo envolvendo a predestinação é que Deus não escolhe ou elege salvar todas as pessoas. Ele reserva para si o direito de ter misericórdia de quem quer ter misericórdia. Alguns membros da humanidade caída recebem a graça e a misericórdia da eleição. Deus ignora o restante, deixando-os em seus pecados. Os não-eleitos recebem justiça. Os eleitos recebem misericórdia.
Ninguém é tratado com injustiça. Deus não é obrigado a ser misericordioso igualmente com todos. É decisão dele o quanto será misericordioso. Mesmo assim, nunca pode ser acusado de ser injusto com qualquer pessoa (ver Rm 9.14,15).
Sumário
1. A predestinação é uma doutrina difícil e deve ser tratada com cuidado.
2. A Bíblia ensina a doutrina da predestinação.
3. Muitos cristãos definem a predestinação em termos de presciência de Deus.
4. A visão da Reforma não considera a presciência como uma explicação para a predestinação bíblica.
5. A predestinação baseia-se na escolha de Deus e não na escolha dos seres humanos.
6. Pessoas não-regeneradas não nutrem nenhum desejo de escolher a Cristo.
7. Deus não elege todas as pessoas. Reserva para si o direito de ter misericórdia de quem quer.
8. Deus não trata nenhuma pessoa injustamente.
Autor: R.C. Sproul
Fonte: Verdades Essenciais da Fé Cristã – R.C.Sproul. Editora Cultura Cristã.



Igreja Presbiteriana do Brasil

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Em que crê um calvinista?
Por Mauricio Andrade Há, nas Escrituras Sagradas, uma demanda por transparência e definição! O profeta deve apresentar a visão de modo que até o corredor possa lê-la – em plena corrida! (Hc 2.2). Nossa palavra deve ser sim, sim! ou não, não! – sob pena de nos alinharmos com uma fonte maligna de informação (Mt 5.37). E existe um clamor por definição ainda no finalzinho da última profecia (Ap 22.11). Mesmo no início da Bíblia, já existe ordenação para evitar a confusão (Dt 22.5) – com a qual, aliás, Deus não se identifica (I Co 14.33). Não costumo usar os termos calvinista e calvinismo, quando prego. A razão é simples: não é, geralmente, necessário. Refiro-me ao Evangelho e, pra mim e alguns outros (Charles Spurgeon, inclusive), dá no mesmo. No entanto, às vezes, por motivo de clareza e compreensão, precisamos usar expressões histórica e teologicamente consagradas. Elas não definem o nosso time, a equipe à qual pertencemos. Definem, com mais precisão, nossa persuasão teológica. Há professores de seminário que são pastores de igreja. Alguns deles ensinam uma coisa na Academia e outra no púlpito. Não dá pra saber o que eles realmente creem. Tivemos em nossa igreja um seminarista que relatou, atordoado, a confissão de um de seus professores de que não cria que houvesse alguém ouvindo nossas orações. O jovem interpelou o mestre, após a aula, e perguntou por que, então, o professor ainda orava. A resposta: “Por causa da angústia humana!” Outros professores negam, em classe, o relato da Criação, a existência de personagens bíblicos, a autoria apostólica dessa ou daquela epístola. Tudo supostamente apoiado em estudos científicos, pesquisas mais profundas, etc, etc, etc. Só não têm a coragem de dizer a mesma coisa nos púlpitos de suas igrejas: o “povão” costuma ser mais conservador e alguém poderia perder o “emprego”. Okay, conheço toda aquela conversa sobre Academia e Igreja e a diferença entre elas. Mas estamos falando da imutável Palavra de Deus – ou, caso contrário, da palavra de deus nenhum! E estamos falando da formação de ministros da Palavra – ou, caso contrário, apenas de profissionais eclesiásticos. Algumas vezes, sendo indagado por algum irmão sobre minha fé, percebo que ele ou ela não sabe em que crê um calvinista. Por isso, aqui vão umas poucas dicas: Um calvinista crê que a Bíblia é a Palavra de Deus; Crê que o ser humano precisa ser salvo de seus próprios pecados e da ira de Deus – mais do que de qualquer outra coisa; Crê que somente o Evangelho da graça de Deus, que apresenta Cristo na cruz, pode salvar o pecador; Crê que o Espírito de Deus é quem regenera o pecador, dispondo-lhe o coração para crer no Evangelho. Crê que o pecador deve receber o Evangelho com fé e arrependimento, e viver debaixo do senhorio de Jesus Cristo em novidade de vida. Que santidade ainda é importante, sim! Crê na superioridade de uma cosmovisão bíblica sobre qualquer outra percepção da realidade; Crê que a Criação existe para expressar a glória de Deus, em seu amor e bondade; Que hoje, sobre a Criação, atuam tanto a Queda como a Redenção – de modo que nada deve ser nem aceito nem rejeitado a priori; Que os mandados da Criação – cultural, social e espiritual – são uma ótima forma de expressar santidade no mundo, glorificando, assim, nosso Criador-Redentor; Que a exposição, explicação e aplicação das Escrituras, por pregadores piedosos e fiéis, é a necessidade mais urgente nos púlpitos evangélicos; Que amar as pessoas é a consequência necessária da sã doutrina; Que amar a Deus sobre todas as coisas é a essência de nossa salvação! Não! A predestinação não é a característica principal da doutrina calvinista. A característica principal da doutrina calvinista é a supremacia da glória soberana de Deus sobre todas as coisas! Agora você já sabe, pelo menos um pouco, o que deve esperar desse curioso ser, o cristão calvinista. E, se você é calvinista e estava com a ênfase errada, há tempo para corrigir! Fonte: Blog Fiel Extraído do blog: http://blogdoseleitos.blogspot.com/2011/02/em-que-cre-um-calvinista.html#ixzz1EB035JAn Informe autores, tradutores, editora, links de retorno e fonte. Não é autorizado o uso comercial deste conteúdo. Não edite ou modifique o conteúdo.

sábado, 22 de janeiro de 2011

 A Confissão de Fé de Westminster: Do Arrependimento Para a Vida

 
I. O arrependimento para a vida é uma graça evangélica, cuja doutrina deve ser tão pregada por todo o ministro do Evangelho como a da fé em Cristo. 
At. 11: 18; Luc. 24:47; Mar. 1: 15; At. 20:21. 

II. Movido pelo reconhecimento e sentimento, não só do perigo, mas também da impureza e odiosidade do pecado como contrários à santa natureza e justa lei de Deus; apreendendo a misericórdia divina manifestada em Cristo aos que são penitentes, o pecador pelo arrependimento, de tal maneira sente e aborrece os seus pecados, que, deixando-os, se volta para Deus, tencionando e procurando andar com ele em todos os caminhos dos seus mandamentos. 
Ezeq. 18:30-31 e 34:31; Sal.51:4; Jer. 31:18-19; II Cor.7:11; Sal. 119:6, 59, 106; Mat. 21:28-29. 

III. Ainda que não devemos confiar no arrependimento como sendo de algum modo uma satisfação pelo pecado ou em qualquer sentido a causa do perdão dele, o que é ato da livre graça de Deus em Cristo, contudo, ele é de tal modo necessário aos pecadores, que sem ele ninguém poderá esperar o perdão, 
Ez. 36:31-32 e 16:63; Os. 14:2, 4; Rom. 3:24; Ef. 1: 7; Luc. 13:3, S; At. 17:30,31. 

IV. Como não há pecado tão pequeno que não mereça a condenação, assim também não há pecado tão grande que possa trazer a condenação sobre os que se arrependem verdadeiramente. 
Rom. 6:23; Mat. 12:36; Isa. 55: 7; Rom. 8:1; Isa. 1: 18., 

V. Os homens não devem se contentar com um arrependimento geral, mas é dever de todos procurar arrepender-se particularmente de cada um dos seus pecados. 
Sal. 19:13; Luc. 19:8; I Tim. 1:13, 15. 

VI. Como todo o homem é obrigado a fazer a Deus confissão particular das suas faltas, pedindo-lhe o perdão delas, fazendo o que, achará misericórdia, se deixar os seus pecados, assim também aquele que escandaliza a seu irmão ou a Igreja de Cristo, deve estar pronto, por uma confissão particular ou pública do seu pecado e do pesar que por ele sente, a declarar o seu arrependimento aos que estão ofendidos; isto feito, estes devem reconciliar-se com ele e recebê-lo em amor. 
Sal. 32:5-6; Prov. 28:13; I João 1:9; Tiago 5: 16; Luc. 17:3-4; Josué 7:19; II Cor. 2:8.

Extraído do blog: http://blogdoseleitos.blogspot.com
                  A Confissão de Fé de Westminster: Da Fé Salvadora


I. A graça da fé, pela qual os eleitos são habilitados a crer para a salvação das suas almas, é a obra que o Espírito de Cristo faz nos corações deles, e é ordinariamente operada pelo ministério da palavra; por esse ministério, bem como pela administração dos sacramentos e pela oração, ela é aumentada e fortalecida. 
Heb. 10:39; II Cor. 4:13; Ef. 1:17-20, e 2:8; Mat. 28:19-20; Rom. 10:14, 17: I Cor. 1:21; I Ped. 2:2; Rom. 1:16-17; Luc. 22:19; João 6:54-56; Rom. 6:11; Luc. 17:5, e 22:32. 

II. Por essa fé o cristão, segundo a autoridade do mesmo Deus que fala em sua palavra, crê ser verdade tudo quanto nela é revelado, e age de conformidade com aquilo que cada passagem contém em particular, prestando obediência aos mandamentos, tremendo às ameaças e abraçando as promessas de Deus para esta vida e para a futura; porém os principais atos de fé salvadora são - aceitar e receber a Cristo e firmar-se só nele para a justificação, santificação e vida eterna, isto em virtude do pacto da graça. 
João 6:42; I Tess. 2:13; I João 5:10; At. 24:14; Mat. 22:37-40; Rom. 16:26; Isa. 66:2; Heb. 11:13; I Tim. 6:8; João1:12; At. 16:31; Gal. 2:20; At. 15: 11. 

III. Esta fé é de diferentes graus, é fraca ou forte; pode ser muitas vezes e de muitos modos assaltada e enfraquecida, mas sempre alcança a vitória, atingindo em muitos a uma perfeita segurança em Cristo, que é não somente o autor, como também o consumador da fé. 
Rom. 4:19-20; Mat. 6:30, e 5: 10; Ef. 6:16; I João 4:5; Heb. 6:11, 12, 10:22 e 12:2.
Extraído de: http://blogdoseleitos.blogspot.com

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Ser Presbiteriano
Que significa ser presbiteriano? De onde vem esse nome? Que é que caracteriza a Igreja Presbiteriana? Num dicionário, pode-se saber que o nome da Igreja Presbiteriana vem do grego presbyteros, palavra que foi simplesmente transliterada para o português com a forma de "presbítero". No grego queria dizer "ancião", "idoso" e era com esta palavra que os escritores do Novo Testamento designavam os dirigentes das igrejas cristãs, mesmo quando eles não eram pessoas idosas. Diz ainda o dicionário que o Presbiterianismo é um sistema eclesiástico que tem seu governo depositado nas mãos dos "presbíteros" e não nas dos "bispos" (sistema episcopal, católico ou não) ou da "assembléia" (como no sistema congregacional). Isto não esclarece muito sobre a natureza e características desta Igreja, mas pelo menos fica-se sabendo de uma coisa: é que, relativamente ao governo eclesiástico, a Igreja Presbiteriana representa um meio termo entre o sistema monárquico-episcopal e o de democracia direta que é praticado nos sistemas congregacionais. Um pouco de história Quando alguém se declara presbiteriano, não está somente a dizer que é partidário de uma determinada forma de governo da igreja e, neste caso, de um sistema democrático-representativo. Para aprofundar o conhecimento do significado do nome desta Igreja, é necessário fazer-se uma incursão hist6rica, ainda que breve. Primeiro, esta Igreja é um ramo da Igreja Cristã Universal, fundada por Jesus Cristo. Historicamente, a Igreja Presbiteriana começou no século 16, com o Reformador João Calvino. Como se sabe, o iniciador da Reforma Protestante foi Martinho Lutero, monge da Ordem de Santo Agostinho. Lutero era, fundamentalmente, um místico e um profeta. A sua ação foi mais de pregador apaixonado que de organizador e sistematizador. Essa função coube mais a Calvino que, por ter formação universitária de jurista e teólogo, bem como por sua maneira de ser e por sua orientação humanista, foi o grande sistematizador das idéias da Reforma. Desde sua conversão ao protestantismo, em 1532, sentiu a necessidade de dar expressão doutrinária às idéias suscitadas pela leitura da Bíblia. Assim surgiram as Institutas ou Instrução na Religião Cristã, o primeiro trabalho de sistematização da teologia protestante. Nesta obra, surgem algumas diferenças em relação ao pensamento do Martinho Lutero. No essencial, Calvino está ao lado do gigante de Wittenberg, mas seu conceito de Igreja é muito mais rico do que o do teólogo alemão. Calvino tinha também maior preocupação quanto ao envolvimento do cristão com a vida da sociedade. Para marcar a posição do autor das Institutas e seus partidários, distinguindo-os da corrente luterana, começou-se a designar aquela corrente doutrinária por calvinista. Mas Calvino, que não desejava que o movimento fosse conhecido por seu nome pessoal, deu a Si próprio e aos seus correligionários a designação de cristãos reformados. E é este o nome que acabou por ser dado a Igreja que constituíram: Igreja Reformada. Organizada a primeira Igreja Reformada na Suíça, em Genebra, outras surgiram pela Europa. Assim foi formada a Igreja Reformada da França, a Igreja Reformada da Holanda, a Igreja Reformada da Alemanha. o sistema do Calvino, mais lógico, mais coerente, tomava rapidamente a dianteira sobre o luteranismo. Na Escócia, um padre e professor da Universidade de Santo André, em Glasgow, chamado João Knox, aderiu às idéias da Reforma e, tendo de exilar-se em Genebra, ali entrou em contato com Calvino, a quem muito admirou. Conquistado de alma e coração pelas doutrinas e métodos desse Reformador, quando voltou à sua terra escreveu um Livro de Disciplina, inspirado no calvinismo, que só tornou o regulamento do protestantismo escocês. É a João Knox e a seu sucessor, André Melville, que se deve principalmente o sistema presbiteriano de governo por ministros e leigos, numa série do concílios, em ordem ascendente, desde o Conselho local (governo da comunidade), Presbitérios (concílios regionais) e Assembléia Geral (sínodo nacional). Como os dirigentes desse sistema eclesiástico são denominados presbíteros (presbítero docente o ministro, presbítero regente o representante do povo), facilmente o sistema se tomou conhecido por presbiteriano. A primeira Igreja com o nome de Presbiteriana apareceu na Escócia, há quatrocentos anos, quando o Parlamento escocês aboliu o catolicismo e declarou este sistema como Igreja oficial da Escócia. Ênfases teológicas Houve tempo em que o Presbiterianismo tinha algumas doutrinas específicas como, por exemplo, a doutrina da predestinação incondicional, mas hoje será mais apropriado falar-se em ênfases teológicas do Presbiterianismo de que em doutrinas específicas. A Igreja Presbiteriana tem uma vocação muito particular para o Ecumenismo verdadeiro. Desde o tempo de Calvino, ela repudiou a idéia sectária que estabelece a necessidade de pertencer a esta ou aquela Denominação Cristã para se obter a salvação, dando ênfase constante a afirmação de que é a fé e somente ela que nos dá acesso a comunhão com o Senhor. Tomando a dianteira nos esforços pela unidade dos diversos ramos da Igreja de Cristo, a Igreja Presbiteriana tem concorrido bastante para o novo espirito de tolerância que se respira na Cristandade. A abertura da Igreja Presbiteriana pode avaliar-se por este exemplo prático: Os pastores presbiterianos podem batizar por aspersão ou por imersão, dando-se importância maior ao conteúdo do que a forma do sacramento. Procura-se, como princípio de tudo, respeitar a consciência dos crentes. As ênfases teológicas a que nos referimos acima podem ser assim resumidas: Declaramos que a Igreja existe não para felicidade pessoal ou para utilidade pública, mas para cultuar e servir a Deus; A fonte da doutrina Cristã e' a Sagrada Escritura, a Bíblia A Igreja é o fundamento do mundo, ou seja, ela e' a comunidade que, por sua vida, deve demonstrar que Deus criou o mundo, com alvo de ser o lugar onde se manifesta a Sua glória. Por ser uma Igreja rica em formulações teológicas, por vezes dá a idéia, ao observador de fora, que não se prende suficientemente a nenhuma formulação particular. É idéia errônea, pois esta Denominação, até aos dias de hoje, aceita e confessa integral e fielmente, as doutrinas do Credo dos Apóstolos e do Credo Niceno. Uma igreja para servir Uma pessoa, depois de ter convivido por algum tempo com presbiterianos manifestou a sua impressão dizendo que os presbiterianos não tem fala do religiosos. Essa pessoa estava habituada a conviver com membros de outras Denominações onde a característica da separação do mundo se nota até no modo do falar. É um fato que entre os presbiterianos a separação não é acentuada exteriormente. Não são os presbiterianos, geralmente, puritanos nem moralistas. Não tem tradição do ascetismo, de fuga do mundo. Sem desprezar a interioridade da fé, sabem que o mais importante não é o que sentem, as experiências místicas, mas o modo como vivem a fé. E isto sem transformar a fé em simples ativismo. Desde o século 16, Os presbiterianos se caracterizam pelo interesse em estudar e conhecer a fé e vivê-la realmente. A tradição mais honrosa desta Confissão é a sua vocação para o serviço. Embora haja Igrejas que a suplantem na vocação evangelística e outras que a suplantem na tradição litúrgica, é indubitável que a Igreja Presbiteriana em todo o mundo se revela possuidora de uma grande vocação para servir a sociedade. Sem autoritarismo nem anarquia A base do sistema presbiteriano é a congregação local. Ela é independente financeira e administrativamente A congregação local elege um conselho denominado Conselho da Comunidade, composto pelo pastor (presbítero docente, que ensina) e por representantes eleitos pela congregação (presbíteros regentes, que administram). As igrejas locais governadas por seu Conselho agrupam-se numa certa área e formam um conselho regional composto por todos os pastores dessa área e por um representante leigo de cada Igreja. A função do conselho regional, o Presbitério, é coordenar as atividades da área. Os vários Presbitérios agrupam-se, por sua vez, formando uma Assembléia Geral, que é a autoridade suprema do sistema presbiteriano. Isto significa que na Igreja Presbiteriana se pratica a democracia representativa: Os crentes elegem os seus deputados, os quais administram a Igreja. o governo é sempre exercida por concílios e nunca por um homem. o presidente da Igreja não tem poder deliberativo fora do seu concílio, a Assembléia Geral, com sua respectiva comissão executiva. Claro que, num país de tradição paternalista e autoritária o sistema presbiteriano por vezes se torna complicado e menos ágil. As pessoas prefeririam um chefe, um cacique. Mas o sistema representativo é uma conquista, um progresso. É interessante que noutras Denominações também se observa a tendência de assumir um governo eclesiástico semelhante ao presbiteriano. Existem cerca do 50 milhões do presbiterianos em todo o mundo. Há Igrejas cristãs maiores, claro. Mas não há dúvida do que a Igreja Presbiteriana tem desempenhado um papel importante na História dos últimos séculos. Tem dado grande contribuição à reflexão teológica. Tem estado atenta aos grandes problemas socais de todos os povos. Tem-se esforçado por levar este mundo a reconhecer o senhoria do Nosso Senhor Jesus Cristo.

terça-feira, 10 de agosto de 2010


Congregações Animadas 

G. Jefrrey MacDonald (*) Massachusetts (EUA) 

Os clérigos norte-americanos sofrem de estresse, mostram vários estudos recentes. E parte do problema, segundo observaram os pesquisadores, é que os pastores trabalham demais. Muitos deles precisam de férias, é verdade. Mas há um problema mais fundamental que nenhum descanso e relaxamento pode ajudar a resolver: a pressão das congregações para que eles abandonem o maior chamado que uma pessoa pode receber. 

A vocação religiosa é para ajudar as pessoas a crescerem espiritualmente, resistirem a seus impulsos mais baixos e adotarem comportamentos mais elevados e compassivos. Mas os fieis cada vez mais querem pastores que os acalmem e entretenham. Isso fica aparente nas poltronas de teatro e telas de projeção gigantes nas igrejas e nas viagens missionárias que envolvem mais turismo do que ouvir a população local. 

Como resultado, os pastores são constantemente obrigados a escolher, à medida que tentam satisfazer a lista de desejos dos fieis em seus e-mails e correios de voz, entre os caminhos da integridade pessoal e os que trazem mais segurança no emprego. À medida que a religião se torna uma experiência de consumo, os clérigos ficam mais infelizes e sem saúde. 

A tendência à religião voltada para o consumidor vem ganhando terreno há meio século. Considere que em 1955 apenas 15% dos norte-americanos diziam que não professavam mais a fé de sua infância, de acordo com uma pesquisa Gallup. Em 2008, 44% haviam mudado de afiliação religiosa pelo menos uma vez, ou as abandonado completamente, descobriu o Fórum Pew sobre Religião e Vida Pública. Os norte-americanos agora experimentam, testam e depois saem quando um líder religioso não os satisfaz por qualquer motivo. 

Nessa transformação, os clérigos viram mudanças em suas incumbências. Não se espera mais que eles ofereçam conselhos morais em sessões pastorais ou que façam sermões que deixe inquietos os mais complacentes. Os líderes religiosos que dão continuidade a essas tradições ministeriais pagam caro. Há alguns anos, milhares de fieis deixaram a Igreja Woodland Hills em St. Paul, Minnesotta, e a Igreja Comunitária da Alegria em Glendale, Arizona, quando seus respectivos padres se recusaram a abençoar a agenda política preferida pela comunidade e o estilo de vida consumista. 

Eu mesmo enfrentei pressões semelhantes. No começo da década de 2000, o comitê de aconselhamento de minha pequena congregação em Massachusetts disse para eu restringir meus sermões a dez minutos, contar histórias engraçadas e deixar as pessoas se sentindo bem consigo mesmas. A mensagem por trás dessas instruções era clara: “faça a apresentação reconfortante e divertida que queremos ou buscaremos outro líder espiritual”. 

As congregações que fazem esse tipo de demanda não parecem perceber que a maioria dos clérigos não assinaram um contrato para serem videntes do futuro ou apresentadores de TV. Os pastores acreditam que são chamados para transformar para melhor as vidas das pessoas, e que isso envolve ajudá-las a aprender o que é certo na vida, mesmo quando o certo também é difícil. Quando eles são fieis a esse chamado, os pastores incentivam os cristãos a fazerem o trabalho duro da reconciliação com os outros antes de receber a comunhão. Eles orientam as pessoas a compartilhar do sofrimento alheio, incluindo pessoas que elas prefeririam ignorar, experimentando circunstâncias difíceis – digamos, num abrigo, numa prisão ou num asilo – e buscando alívio para aqueles que precisam. Quando são mais corajosos, os clérigos orientam as pessoas para onde elas não querem ir, porque é assim as preocupações delas se expandem, e é assim que uma comunidade espiritual se forma. 

O ministério é uma profissão na qual as maiores recompensas são o sentido de vida e a integridade. Quando isso desaparece sob a pressão dos fieis que não querem ser desafiados ou edificados, os pastores se tornam candidatos para o estresse e a depressão. 

O clérigo precisa de fieis que entendam que a igreja existe, como sempre existiu, para salvar almas elevando os valores e desejos das pessoas. Eles precisam de fieis que peçam desafios pessoais, em áreas como a devoção diária e serviços comunitários. Quando uma ética como esta se enraíza, como acontecia antigamente, os pastores então deixam de se sentir como uma espécie de “recepcionistas” espirituais. Eles reencontram a alegria ao pregar entre pessoas que compartilham seu sentido de propósito. Eles podem até mesmo reacender o fogo de seu chamado, em vez de trilharem um caminho em que são consumidos pelo estresse prematuro. 

*G. Jefrrey MacDonald é ministro da Igreja Unida de Cristo, é autor de “Thieves in the Temple: The Cristian Church and the Selling of the American Soul” (algo como “Ladrões no Templo: A Igreja Cristã e a Venda da Alma Americana”) 

Tradução: Eloise De Vylder 
Fonte: The News York Times

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